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O Dízimo, a Poupança e o Trading…

Atualizado: 19 de nov. de 2020

Em Portugal a taxa de poupança das famílias caiu no primeiro trimestre do ano, período em que o gasto das famílias cresceu acima dos rendimentos. São dados recentemente publicados pelo INE e que, a meu ver, refletem uma sociedade que vive acima da sua capacidade económica. Este fenómeno não é novo, mas é preocupante uma vez que qualquer país depende da prosperidade financeira de cada indivíduo.



A estatística agora divulgada resulta da média do somatório de todas as poupanças de todas as famílias, no entanto, dentro dela estão famílias que conseguem poupar uma grande percentagem do seu rendimento e muitas outras que não conseguem poupar absolutamente nada. Esta é a explicação para o aumento do gasto das famílias. A maior parte de nós, onde naturalmente me incluo, temos desejos, que se possam obter com dinheiro, superiores aos nossos ganhos e isso não é de todo negativo, mas é fundamental não confundirmos desejos com necessidades e despesas indispensáveis com despesas supérfluas.


O Trading enquanto investimento lucrativo deve obedecer a algumas regras e princípios simples, mas esquecidos pela maioria das pessoas que desejam chegar a um destino sem se preocupar com o caminho. Para mim, um dos princípios mais importantes é a disciplina, não apenas ao nível financeiro, mas em todos os aspetos da nossa vida. Para construir uma carteira de investimento, primeiro é necessário ter uma poupança e é neste ponto que grande parte das pessoas tem maiores dificuldades. Este artigo não é a fórmula mágica para encher a carteira nem o segredo do sucesso, mas procura, de forma simples, dar algumas dicas e salientar a importância de poupar para que seja possível realizarmos alguns dos nossos desejos.


A Poupança começa por conseguirmos colocar de lado uma parte do nosso rendimento de forma sistemática e consistente, por exemplo colocar de lado 10% do nosso vencimento pois os restantes 90% deverão ser suficientes para satisfazer as nossas despesas indispensáveis. Alguns estão certamente a pensar que estou a simplificar demasiado e que face às despesas que têm neste momento é impossível colocar este valor de parte mas atrevo-me a responder que é apenas porque têm gastos superiores à sua capacidade financeira ou porque não planeamos os nossos gastos e por isso uns meses sobra e outros meses falta… Por um lado, sugiro fazer uma tabela com a estimativa de todas as despesas e rendimentos mensais para um período de um ano a partir da

data em que construímos a tabela por outro, necessitamos de controlar os gastos.


Facilmente confundimos uma despesa indispensável com um desejo. Temos de ter uma caneta, mas esta não tem de ser banhada a ouro se esta despesa a somar às restantes despesas for superior a 90% dos nossos rendimentos. A mesma analogia aplica-se aos nossos telefones, carros, eletrodomésticos, refeições, etc. Pode parecer pouco, mas em 10 meses, a nossa poupança corresponde a um ordenado inteiro e em 10 anos a um ano dos nossos rendimentos anuais.


A sensação de ver a nossa carteira a engordar é incrível, mas também de nada serve se não tivermos um objetivo para a aplicar. A poupança só se torna importante e necessária se for aplicada na realização dos nossos desejos, seja para a aquisição de bens, prevenir cuidados de saúde, complementar a reforma, concretizar experiências para nós próprios ou para aplicar em alguém que nos traga igualmente satisfação como é o caso dos nossos filhos, familiares, amigos, etc. Enquanto seres efémeros que desconhecemos o que está para lá da nossa existência, queremos satisfazer os nossos desejos e uma poupança sem destino ou aplicação pode trazer mais infelicidade do que não fazer poupança nenhuma.


Não quero dizer com isto que devemos definir objetivos e assim que alcançarmos o valor da poupança, gastarmos a totalidade nesse objetivo e começamos o processo de poupança de novo. Acho que é aqui que reside a grande diferença entre ricos e pobres. Todos somos capazes de construir riqueza e constituir poupança mas o que distingue quem enriquece dos que continuam sem acumular riqueza é o que fazemos com essa poupança.


A poupança pode crescer apenas fruto do nosso Dízimo, mas pode também crescer através do investimento da própria poupança o que exponencia a sua dimensão, ou seja, colocar a poupança a trabalhar para nós e multiplicar os nossos ganhos. Cada moeda do nosso dinheiro pode gerar outras moedas e essas moedas podem gerar outras. Para mim, qualquer pessoa pode considerar-se rica quando conseguir satisfazer os seus desejos através do rendimento produzido pela sua própria poupança. É aqui que pode entrar o Trading. Tal como a construção da Poupança que falei anteriormente, para que este “catalisador” funcione é necessário que obedeça também ele a algumas regras, princípios e cuidados. Para ser coerente, podemos aplicar aqui o mesmo raciocínio que utilizamos para construir a nossa poupança e investir 10% do valor da nossa poupança. A regra mais importante para o sucesso do investimento é prevenir as perdas do nosso investimento.


Se, por exemplo, eu for um bom sapateiro de profissão, não devo de investir em bolsa sem primeiro estudar e aprender esse ofício tal como aprendi para ser um bom sapateiro. Outra forma de evitar perder o que nos custou tanto a ganhar, é diversificar o nosso investimento. No caso do trading devemos de investir em vários ativos em vez de nos focarmos apenas em um. A diversificação aumenta também as nossas fontes de rendimento, para o caso de alguma delas falhar ou ter um comportamento menos positivo.



keep it simple!


Samuel Laranjeira

Co-Founder at Income Markets, Empresário e Consultor de Gestão

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